09/10/2009

Coluna do Beda

Após vários pedidos aqui vai a Coluna do Beda!

Na preguiça e falta de tempo de escrever algo resolvi re-postar um texto que escrevi em 2005, num antigo bolg chamado Bom Dia meu povo. Por favor desconsiderem alguns erros ou exageros.

Hoje, dia 25 de novembro, terminei minhas ultimas provas de unidade (terriveis por sinal, mas é a vida). No retorno pra casa, fiquei imaginando porque todo mundo diz que esse ano passou rapido, de fato, todo mundo está certo, mas por que essa verdade tão absoluta?

Para isso bolei algumas hipóteses:1- O ano passou rápido porque ninguem fez nada de novo, prefiriu ficar na inércia mesmo tendo muita coisa pra mudar. Nos acostumamos demais com vida, viramos uma especie "pirralho mimado" . Um exemplo claro disso é toda aquela velha historia da CPI e derivados.2- Está comprovado que a terra esta girando cada vez mais rápido, logo, o próximo ano vai ser mais rápido e assim por diante....3- A vida quis assim.4- Todo mundo combinou de falar isso.

Pessoalmente, prefiro ficar com a primeira opção e me declarar um "pirralho mimado", junto com vocês claro. Quero fazer alguma coisa pra crescer e espero ver alguma coisa das outras crianças.

Pois é....

07/10/2009

Achtung



Estava a caminho da poli, quando no momento da travessia da praça do internacional me deparei com um cartaz que anunciava uma profissional de trabalho não muito ortodoxo, e que atendia pelo pseudônimo de Anita. Calma Daniel, não é o que você está pensando, guarde seu dinheiro. A atividade, apesar de pouco convencional, não deve exigir tanto suor assim da propagandista. Pelo menos, eu presumo que não. O cartaz anunciava a cura, ou “tratamento” para diversos males que assolam a vida do pernambucano, e de forma geral, do cidadão comum.

A profissional deve ter muita capacidade porque pra garantir tanta coisa, é preciso – com o perdão da palavra – cunhão. Ainda mais sabendo que o PROCON da cidade do Recife é um órgão muito ativo. Enfim, o que interessa é que venho aqui, agora assistindo a esta exibição ridícula do Náutico pela tv atentar para o fato de que a senhorita Anita, ou senhora, não sei, mencionou como requisito para seu possível cliente, que o mesmo tenha “embaraço nos negócios”, e aí estou agora pensando na possibilidade de enquadrarmos os jogadores do Náutico neste quesito. Assim sendo faríamos um teste de fogo com esta profissional. Se ela conseguir fazer com que o “embaraço” de M. Barros e Patrick seja desfeito, se conseguir “dar um jeito” na vida profissional de Negreti, Vágner e Rudney, então essa mulher cura sim, de verdade. Como outras possibilidades também podemos enviar os jogadores para a sessão descarrego que acontece numa igreja na Conde da Boa Vista. Ou simplesmente, poderíamos mandá-los pro olho da rua e economizaríamos uma boa grana, até o fim do ano, já de olho em montar um time para a série B do ano que vem. Mas isso seria esperar demais da cúpula do Náutico. Seria um avanço.

Sabemos com quem estamos lidando e isso não acontecerá. Por fim, resta a resignação de que este time, com esse elenco, mea-boca, só merece mesmo o destino da segundona. E, à propósito do jogo de "segunda", Marcelo, não irei mais para jogo nenhum. Estarei economizando uma boa grana, que investirei no meu futuro. Talvez até procure essa tal de Anita pra ela me guiar nas minhas escolhas. Deve ser um dinheiro mais bem investido, ou ao menos, tão mal investido quanto ir pros aflitos com esperança de uma boa exibição desta joça! E pra finalizar a noite de bem com a vida, lembro-me que amanhã é dia de Cid!!! Que supimpa! Trilegal, trilegal!!

05/10/2009

Moro no País Tropical!!!!!!!!!!!!!


Essas imagens estavam no site da globo.com
Viva a baixaria, aos escândalos, a José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inacio da Silva, Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo, Severino Cavalcanti, Paulo Maluf, Mirtes, Ximenes, Ovão, e um Viva a DIRAC................

Fechemos com uma celebre frase do nosso presidente:
"Temus ke levá a olimpiada pela primeira veíz a um paíz Tropical, e noís vamos, noís vamos sim"

Depois dessa, é difícil os Australianos venham fazer alguma crítica ao presidente Lula.



Devolução de Brinquedo fabricado no Brasil
O fabricante da boneca LULITA está fazendo um recall para troca ou devolução do dinheiro devido a uma série de falhas de fabricação listadas abaixo:

1) Falta um dedo
2) Tem a fala presa
3) É mentirosa
4) Só diz “Eu não sabia”
5) Não pára em casa! Só quer viajar para o exterior
6) Só anda em má companhia, com dois outros bonecos encrenqueiros , o “Evo de Coca” e o “Chavez de Petróleo”
7) Não existe na versão movida a pilha, só na movida a álcool.
8) Pode ser adqüirida facilmente com utilização de Cartão Corporativo
19) A boneca não presta para nada, mas custa uma fortuna ao contribuinte.


As trocas poderão ser efetuadas em outubro de 2010

03/10/2009

Estás em LA?


Se você estiver em Los Angeles, Califórnia, uma surpresa mais que interessante acontecerá neste domingo. No Orpheum Theatre se apresentará Thom Yorke, com sua nova banda, tocando canções do seu disco solo The Eraser, e canções novas “para testá-las”. A banda de Thom é composta pelo seu colaborador de longa data e produtor, Nigel Godrich, também Joey Waronker – baterista de Beck, e Elliott Smith -, Flea dos Red Hot e o brasileiro Mauro Refosco. A banda fez uma apresentação ontem à noite. Infelizmente não pude ir devido a incompatibilidade de horários e provas mas, a banda estará se reunindo novamente às 20h para mais duas apresentações no Orpheum, dias 4 e 5. O preço do ingresso, 47 dólares. Vale a pena! No show surpresa dessa sexta, no Echoplex, os ingressos chegarem a ser vendidos por 3 mil libras. Na platéia, segundo NME, estavam Kim Gordom do Sonic Youth e Ellen Page, atriz de Juno. Para ver um trecho da apresentação, http://www.youtube.com/watch?v=Cqkw84ezZxM.

Tempo para um café!

Rio 2016?


Vou começar logo pelo que interessa, depois desse período de ausência aqui no blog. Olimpíadas 2016, ou deveria dizer olim-piadas. Não cairei na conversa fiada do governo-mídia que estão em comemoração, 24 horas trôpegos, com o anúncio feito ontem pelo comitê olímpico. Enfim uma olimpíada no Brasil! Enfim uma olimpíada na América do Sul! Eu gostaria de pensar aqui com meus caros leitores, que tenho certeza, vão participar dessa discussão a respeito da importância de uma olimpíada para um país. Pra quê serve uma olimpíada? Há diversos olhares sobre o assunto. Mas em termos de interesse nacional, uma olimpíada só serve, se a mesma tiver algum impacto positivo no desenvolvimento do país, e, o mais importante, se o mesmo compensa todo o investimento necessário. O que o Brasil pretende com uma olimpíada? Vejamos a situação em termos práticos, o Brasil é um país cujo crescimento médio ao longo de 19 anos é ridículo. Em comparação com a média do crescimento econômico mundial, o Brasil sai perdendo feio. Enquanto no período de 1991 a 2003 o Brasil teve uma média de crescimento de 1,98%, no mesmo período a taxa mundial foi de 4,14%. Isso quer dizer que estamos nos “desenvolvendo” mais devagar que a média da maioria dos países do mundo, que inclui, países em guerra civil, ditaduras, regimes religiosos atrasados, etc...

O que um país desse porte pretende com a realização de uma olimpíada? Não sei. Sei o que perdemos. Uma olimpíada, em um país como o nosso, atrasado em termos de tecnologia, atrasado em termos de mercado, atrasado em termos de organização, terá seus investimentos competindo diretamente com os investimentos sociais necessários ao REAL crescimento e desenvolvimento do mesmo. Essa história de que as olimpíadas trazem um avanço para o país é conto da carochinha. Talvez, traga um maior número de turistas e faça uma propaganda (que pode ser positiva mas também negativa) da nação aos “ignorantes internacionais” que não sabem que a capital brasileira não é o Rio de Janeiro e sim Brasília. Moro em Recife, uma das capitais do nordeste, e aqui temos o abastecimento de água em racionamento há mais de uma década. Quando terei água em minha casa como os americanos de Chicago, tão inteligentes, que não quiseram a realização das olimpíadas lá, pelo alto grau de dinheiro investido em obras faraônicas. O percentual de residências com saneamento básico é ridículo, não só aqui, mas também em todo o Brasil, principalmente regiões do norte-nordeste. Nosso sistema de ensino é vergonha nacional já faz tempo. Como queremos nos desenvolver se investimos tão pouco e tão mal em educação e ciência?

Nenhuma olimpíada trará benefícios nas áreas que o país mais precisa. Educação, ciência, saúde. Dinheiro mal investido será esse. E o pior, como em exemplos anteriores, vide Panamericano, as obras brasileiras terão o já tradicional superfaturamento com desvios monstruosos e empresas sem ética dirigindo as ações, políticos mamando na teta, empresas comendo de todos os lados dinheiro público e o povo, bem o povo... Os brasileiros estão comemorando as olimpíadas como uma vitória. Mal sabem que apenas 0,038% da população poderá comparecer aos eventos. E que essa audiência será, majoritariamente composta por abastados que poderão pagar os altos preços dos ingressos. Então, você, carioca de faixa de renda média pra baixa, deixe de comemorar.

Enfim, toda essa história só vem me lembrar que o povo realmente é burro. O atraso do país é o próprio brasileiro.

Quando saberemos que os interesses da emissora (cuja sede está no Rio), não são os nossos?

Vimos os nossos políticos chorarem, nossos heróis, atletas, representantes chorarem com a conquista da realização dos jogos. Quando vamos ver os mesmos chorarem com as conquistas sociais de que realmente precisamos, quando chorarão eles, a vitória da educação, da redução da desigualdade, do sistema de saúde, do brasileiro comum?

19/09/2009

Molotov, primeiro dia(primeira noite).


Era pra ter sido diferente. Pra ser curto, não gostei do Molotov neste ano. Já digo logo também que não pude assistir à primeira atração Jam da Silva, infelizmente. Já não tinha muitas esperanças de ver um show fantástico, mas a gente sempre tem uma esperança boa e, como no ano passado houve o show fantástico do Owen Pallet, eu tinha em mente que talvez, houvesse algo semelhante. É certo que ano passado além de Pallet, tinha também Marcelo Camelo e o Hurtmold que se mostraram uma boa atração, não só pelo apelo de público como muitos argumentavam. Este ano, o Molotov correu atrás para trazer Beirut. A banda que primeiramente havia assinado com o PercPan para alguns shows no Brasil tinha ficado conhecida para o grande público, pela música incluída na minisérie Capitú. Era o grande nome para agregar gente ao evento e como estratégia de marketing, funcionou bem. Os ingressos já estavam esgotados na terça feira anterior, em todas as lojas que os disponibilizavam. Eu fui com a esperança de que o Beirut fosse algo surpreendente assim como foi Pallet,um dos colaboradores da banda inclusive, ano passado. Alternando canções do Flying Cup (um muito bom álbum, diga-se de passagem) com outras do Gulag Orkestra e Eps, a Banda sempre teve o público do seu lado, desde o instante em que chegou no palco. Entretanto parecia que o som dos Beirut estava preso nas possibilidades dos 5 integrantes. Não sei com quantos integrantes costuma se apresentar a banda, mas em comparação com o som do disco, se percebia que a banda poderia soar muito melhor, a formação foi “enxugada” até dar no que se viu ontem. Só 5 no palco.

Mesmo assim, empolgaram os que ali foram para vê-los. Em alguns momentos o teatro parecia mais um show de rock, todos em pé. A organização do evento foi fraca, apesar de já se saber do problema na apresentação de Salvador quando o público “invadiu” o palco, convidado por Zach Condon, vocalista (por que os músicos extrangeiros acham que o brasileiro têm discernimento quanto dizem “cantem aqui conosco”?).

No final, só posso argumentar que para um ouvinte mais crítico, que queria acompanhar uma apresentação fidedigna ao álbum, não foi o que ocorreu. Por outro lado, para aquele que só queria interagir com a banda, gritar, exorcizar seus demônios, pular, enfim, entregar-se a catarse de emoções todas do encontro com os ídolos, o evento foi justo o que poderia ter acontecido de melhor. Para o Beirut, acho que Recife foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Nenhum outro lugar os teria tido como uma atração principal tão estimada. É bem provável que retornem outras vezes à cidade, mesmo sabendo que a organização de eventos para o nordeste é sempre mais dificultosa, creio que esta foi a sua melhor interação com os fãs no Brasil. Receberam até uma rosa de uma garota que subiu ao palco no final da apresentação e, ao seu pedido, Zach retornou e tocou Forks and Knives, sozinho, com seu ukelele.

Outros contratempos tomaram conta do Molotov, a organização estava péssima, tudo sugeria que venderam mais ingressos que a capacidade do teatro. Muita gente, na verdade um mar de gente, estava de pé, os lugares ocupados, gente se sentando desde à metade dos degraus que dão acesso às fileiras até o palco. Pra completar, os organizadores das filas foram muito incompetentes e infelizes. Não souberam administrar as entradas e saídas do teatro. Enfim, estava um pandemônio. Um evento que quer se consolidar não pode deixar isso acontecer com o simples pretexto de que o povo é desorganizado. A platéia era mal educada, todo mundo conversava em voz alta durante a apresentação de Tié e Thiago Pethit, que por sinal, não disseram a que vieram (como sempre acontece com atrações suecas, desta vez a atração foi brasileira), soaram despreparados para o tamanho do festival, iniciaram perdidos, pisando em ovos, deslocados, sem saber como interagir e terminaram pior ainda. De uma maneira até melancólica, não se sabia nem se havia acabado ou não sua apresentação. Quando deixaram o palco era lamentável ver a quantidade de gente jogando no celular, conversando, dormindo, enfim.

O auge da desorganização ocorreu durante o show de Sebastién Tellier. Quem havia saído do teatro durante a apresentação fraca de Tié e Pethit, foi bloqueado em um dado momento na hora de entrar de volta por motivo este nunca esclarecido. Filas desorganizadas se formaram, e a organização mais uma vez perdida. Após 15 minutos esperando, fui perguntar aos seguranças o que inferno estava acontecendo, “estamos obedecendo à organização”. Que organização, eu perguntaria. Fui atrás de alguém com aquelas camisas pretas Molotov, “o que há minha amiga? Ninguém entra?”. A garota me explica que houve um problema e forçaram a entrada, estariam tentando se organizar novamente para então liberar o público. O que eu tenho haver com essa incompetência de vocês? Porque preciso esperar e, sobretudo porque a demora toda com a apresentação acontecendo lá dentro? “A área superior está livre”, disse. Não estava! E era muito mais difícil o acesso superior que o inferior. Tome tempo a passar e nada, as pessoas entravam de conta gotas, quando entravam. Mudamos de fila e ficamos aguardando o acesso superior, foi quando as filas inferiores começaram a adentrar o teatro com tudo, gente com latinha de cerveja na mão, comida, cigarros, etc. Não perdi tempo e saí da fila superior, corri e pulei o corrimão lateral para poder entrar. Alguns amigos conseguiram, outros não. Uma vergonha! Você vai ao evento na companhia dos amigos e fica se separando devido ao péssimo trabalho dos organizadores. Quando adentramos, depois de tanto tempo fora, ainda tivemos que brigar lá dentro por um lugar, não digo nem decente, mas que de onde pelo menos se pudesse ver direito o palco e se sentar. Sem cadeiras, sem acesso aos amigos, sentamo-nos no chão. Nos degraus. E aí vimos um sujeito deitado no palco, tirando um som com a guitarra. Um som muito bom por sinal. Logo após trocou a guitarra pelo piano de calda e fez uma apresentação de intensidade, tocou La Ritournelle. Pronto, estávamos contagiados e capturados pela figura marcante de Tellier. Quando nos animamos de verdade, pela primeira vez na noite, o francês solta um agradecimento e sai do palco. Fim da apresentação. Coquetel Molotov que me perdoe, mas que grande incompetência! Eu deveria processar os organizadores, mas sei o quanto essas coisas são custosas e complicadas. Tamanha era a falta de respeito com o público, se perdia talvez a melhor apresentação da noite. Quem pode assitir tem condições de falar melhor. Mais uma demonstração de amadorismo do festival. É triste, inclusive, que poucas pessoas que cobrem esses eventos, com o suposto profissionalismo, mencionarão essas coisas.